Tânia Fernandes passou a infância a desenhar. Não se lembra quando começou, mas lembra-se que até hoje nunca mais parou. Desde pequena que gostava de rabiscar, desde pequenos papéis, paredes, até a mesa de jantar que não escapava. Vi-a muitos desenhos animados, gostava da explosão de cores sendo essa a inspiração para os primeiros desenhos. “Lembro-me de ser pequena, de ter 8 anos, e do meu pai ir cortar o cabelo e eu ficar na carrinha e desenhar a nossa casa e o meu pai emoldurou o meu desenho. Eu gostava muito de desenhar casas. Vi-a muitos desenhos animados e o que me intrigava mais era quando vi-a uma casa e ficava a imaginar o interior, e os meus desenhos iam por aí, pelo interior das casas”.
O formato da folha era o limite numa paixão que a levou a escolher o curso de Arquitetura, mas que acabou por trocar, mais tarde, por Design Gráfico. “Estudei Arquitetura a pensar que ia desenhar as casas, mas não era de todo o que estava à espera. Acabei por escolher Design Gráfico. Tenho dois amores que é a parte das artes plásticas e da ilustração e a parte digital no design gráfico”, explicou. Gosta de misturar a tinta e de senti-la com os dedos. “Tudo que seja artes eu gosto” caraterizando o seu trabalho como uma caricatura. “É um processo de exploração. Sempre gostei de desenhar olhos grandes e fui melhorando conforme foi passando o tempo. O que faço é uma ilustração com aquarela, é mista, com aquarela e lápis de cor. São caricaturas, não é bem um retrato porque acabo por desfigurar, não no mau sentido, e acabam por estar dentro da parte das caricaturas”, explicou ao NF.



