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    InícioOpiniãoObras públicas em Fafe: Por um futuro com identidade

    Obras públicas em Fafe: Por um futuro com identidade

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    As últimas intervenções da Câmara Municipal em matéria de obras públicas têm dado boa nota no tocante ao equilíbrio que deve existir entre o investimento que é feito nas freguesias do concelho e no centro urbano. O Partido Socialista teve sempre como lema executar obras, dentro e fora da cidade, devidamente ponderadas e protocoladas com as diferentes Juntas de Freguesia, expressas anualmente nos respetivos planos e orçamentos. A descentralização orçamental tem sido uma marca do PS na forma como entende o relacionamento entre autarcas e sobretudo sobre a importância de auscultar sobre o que mais falta às populações em cada lugar do nosso concelho. Estar próximo é também dar meios e permitir que se faça de acordo com o que cada população exige para o seu próprio desenvolvimento. As obras que se executam na cidade têm, por seu turno, na sua maioria, utilização direta de fafenses oriundos dos diversos quadrantes. O investimento realizado recentemente para a requalificação do Pavilhão gimnodesportivo do Centro Escolar Prof. Carlos Teixeira é disso um exemplo claro, assim como a requalificação da Avenida da Liberdade que serve igualmente a Escola Secundária de Fafe. São duas obras de grande importância para a criação de condições adequadas à Educação. Esta aposta num parque escolar (e sua envolvente) de grande qualidade foi uma clara opção deste executivo que, na senda de anteriores, vê na Escola o principal elevador social dos cidadãos.

    O conceito que fazemos de desenvolvimento pode variar de localidade para localidade, conforme o pensamento que subjaz a quem governa cada município. Nas últimas obras levadas a cabo pela Câmara municipal, percebemos bem que há uma feliz intencionalidade de desenvolver a nossa terra com a marca da nossa identidade coletiva. A construção da nova Praça Santo Condestável, para lá da feliz concretização arquitectónica, beneficia um quarteirão marcado na sua história mais antiga pela Igreja Matriz e a partir do século XX pelo lugar onde várias centenas de fafenses realizaram e realizam projetos de natureza cultural, social e desportiva no seio do grupo Nun’ Álvares que também naquele quarteirão viveu e vive em lugares distintos. Daí que tenha sido justa a denominação e mais justo o sentimento que com isso se promove. A requalificação da zona envolvente ao Estádio Municipal de Desportos tem em si a opção de dignificar um dos locais mais frequentados pelos nossos conterrâneos e por forasteiros que ali se deslocam para assistir aos jogos da nossa Associação Desportiva de Fafe.

    Este tipo de intervenções tornam clara a forma como se quer desenvolver um projeto coletivo em função daquilo que efetivamente realiza os cidadãos e traduz a sua pertença. A última obra que vem neste seguimento, e com fortíssima carga identitária, é a nova Praça da Justiça. Envolta em grande discussão pública, acabou por conquistar o coração da maioria dos fafenses que sentem que naquele espaço, bem organizado e esteticamente muito bem enquadrado, reside a sua marca maior: serem cidadãos da terra da justiça. A estátua da Justiça de Fafe, no local escolhido pelos fafenses para que ali ficasse, situa-se ao nível do solo para que as pessoas dela se possam apropriar com ainda maior proximidade e simbólica identidade, convivendo com o Mural das Causas, criado no Terra Justa – Encontro Internacional de Causas e Valores da Humanidade, onde personalidades nacionais e internacionais vieram prestar tributo a essa ideia de justiça que os fafenses preservam e fazem questão de ser guardiães. Aquele conjunto torna o antigo e novo lugar como um ex-libris que muito nos orgulha. Saúda-se, por tudo isto, o rumo de governação seguido por este executivo camarário que tem sabido interpretar e pôr em prática um conceito de desenvolvimento local que se não dilui na réplica de outros lugares, mas que consegue desenvolver Fafe com um sentido de identidade que faz a diferença e faz com que seja única a experiência que a nossa terra vive e transmite, seja para nós mesmos ou para quem nos visita.

    • Pompeu Martins- PS

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