Caros fafenses é com uma enorme honra que mais uma vez venho falar convosco. Faço-o olhos nos olhos, através do jornal notícias de Fafe. Acompanha-nos o sol e o calor que assentaram praça de forma repentina e com toda a sua fogosidade. Este tempo convida a passeios, convívios, praia, serra e a outros momentos de felicidade e lazer.
Hoje venho-vos contar o que contemplo do 25 de abril. Todos sabemos em sentido lato o significado do 25 de abril e o que este nos trouxe. O que nos vem de imediato à cabeça é a liberdade e a democracia. Estamos de acordo que isso foi o mais importante da revolução dos cravos, mas existem questões que não são tão visíveis e devem também ser lembradas.
Foi graças a esse dia de abril do ano de 1974 que nos é permitido fazer tanta coisa. Os ideais de abril infelizmente nem sempre são usados de forma respeitosa e igualitária para com todos os cidadãos, que deveriam ser tratados com os mesmos direitos e oportunidades, tanto no âmbito político como no âmbito económico e social.
No meu 25 de abril todas as pessoas independentemente do sexo, religião, cor da pele, orientação sexual, status social, terão acesso às mesmas oportunidades. O acesso ao emprego deve ser igual para todos. Sem cunhas, sem amizades, sem favores políticos, sem interesses de índole sexual, etc. Numa sociedade justa, todos são iguais e o 25 de abril não foi feito para haverem cidadãos de primeira e de segunda.
O 25 de abril não foi feito para se cometerem tantas injustiças e parcialidades, ultrapassando-se seres humanos pela direita e sem qualquer dignidade.
Os dirigentes das organizações deveriam ser totalmente profissionais e da porta para dentro não conhecerem ninguém. Só assim se caminha para a integridade.
As organizações só serão desenvolvidas e eficazes se for assegurado o bem comum. Na sociedade existe tanta discriminação e atropelos de caráter que também nos preocupam, mas quando essas enormidades são patrocinadas pelo setor publico, o pecado é visceral.
As organizações ouvindo as pessoas e partilhando as suas preocupações estão a realizar a sua finalidade e utilidade.
Caminha-se para o abismo quando se promove a felicidade e o bem-estar de alguns em detrimento de todos.
Um líder que não comungue os ideais de abril acaba levando a sua gestão para o vazio.
Os problemas e as causas que mais preocupam os cidadãos são a falta de oportunidades, o êxodo para outros concelhos, a perda constante de população, a falta de habitação e a criação de emprego e riqueza. Se os dirigentes resolvessem estas maleitas não teriam tempo para a desigualdade, os favores e o constante atropelo da lei.
Nós, cidadãos estamos aqui. Nós, cidadãos somos gente anónima que preserva e anseia pelo bem comum. Nós, cidadãos abominamos os atropelos de caráter e a deslealdade. Nós cidadãos somos abril.
Não devia mencionar este aspeto nas minhas palavras, mas são tantas as mensagens que recebo nas redes sociais agradecendo a forma como falo aos fafenses e a substância imprimida nos artigos de opinião que me levam a continuar o meu caminho. Acreditem que um dia vamos fazer a revolução da cidadania, em prol do bem comum.
Termino agradecendo ao Notícias de Fafe pela oportunidade que nos é dada.
Votos de um excelente fim de semana para todos.
VIVA O 25 DE ABRIL!
Forte abraço de amizade.
Marcelo Freitas- Nós, Cidadãos!



