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    No rescaldo das eleições e agora?

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    1- A AD ganhou as eleições de 10 março, p.p., com 28,85% dos voto, praticamente a mesma votação de 2022-27,67%,então só o PSD.

    O PS perdeu as eleições,com 28%,contra os 41,37% em 2022, tendo tido maioria absoluta.

    O racional é claro: não foi a AD que ganhou, foi o PS que perdeu as eleições! Ou como as circunstâncias mudam a mesma realidade, pois praticamente votações iguais ditaram resultados diferentes!

    2- O grande vencedor destas eleições foi, sem dúvida o Chega, passando de 7,18% para 18% e 50 deputados!

    Nas melhores teorias académicas e políticas, nos melhores estudos sobre populismos, dir-se-á que o Chega engordou à custa dos outros partidos, sobretudo do PS e PSD. Sim, à conta dos reiterados erros, omissões, comportamentos e vícios dos outros partidos, dos seus políticos (maus) em geral mas, nestas eleições e talvez por isso mesmo, não se pode desmerecer a capacidade de mobilização induzida nos eleitores para votar de entre os desiludidos, em protesto e habituais abstencionistas que o Chega conseguiu arrastar, reduzindo significativamente a abstenção! Quiçá uma reserva cívica de eleitores que ousaram acreditar, talvez por pouco tempo mais, que este partido podia fazer a diferença e por esta, uma mudança!

    Desenganem-se: a carne é fraca e a massa é a mesma, como já se começa a ver e saber…

    3- A celebrar 50 anos de vida, a nossa democracia não periga, creio, mas está doente, à porta dos cuidados intensivos se os partidos seus fundadores não arrepiarem caminho, não lhe derem novo impulso e nova vida, pelo exemplo persuasivo, pela proximidade aos cidadãos, pela alteração de comportamentos e defesa intransigente das instituições democráticas, pela defesa da igualdade de direitos e oportunidades, pela afirmação e evidência de práticas coerentes da ética republicana contra a corrupção e o nepotismo que crescem a olhos vistos, no estado e na sociedade!

    4- António Costa mereceu perder e arrastou o PS consigo porque não o preparou para o futuro (ou não quis!) e precipitou, com a sua demissão, a queda do governo, tão desejada por Marcelo e tão necessária para o futuro de Costa…

    António Costa fez mal ao PS com o seu egoísmo, sentimento cada vez mais partilhado no interior do próprio PS…que o anúncio do excedente orçamental veio acentuar! e fez mal a Portugal!

    5- E agora?

    Brevemente conheceremos um novo governo, que antecipo de curta duração, porque apesar das proclamações de consensos e colaboração, interessa a todos os principais partidos,por interesses e estratégias diferentes, que isso aconteça, governe o governo bem ou mal!

    Teremos alguns meses, este ano, de política pura e dura, com o interesse nacional em segundo plano, de permanente campanha eleitoral, de constantes taticismos e profunda hipocrisia discursiva e nas relações entre líderes e partidos!

    O governo é politicamente frágil, de pouca autoridade política e força democrático, impotente por isso para fazer o seu programa ou consensualizar com os outros que, genuinamente também não querem, a não ser no que os eleitores percecionam favoravelmente e no seu interesse pessoal ou de classe.

    • A ilusão criada dos cofres cheios, em resultado do excedente orçamental histórico, é isso mesmo, uma ilusão de que, de repente, tudo é possível fazer-se e resolver! Rapidamente veremos que tal servirá para pouco mais do que a luta e chicana política entre os partidos, porque esta não resistirá a realidade financeira do país!

    Não será possível dar tudo a todos, tão pouco tudo apenas a alguns, se a economia não crescer mais, mais depressa e não aproveitarmos este momento para uma redução da nossa dívida pública, prevenindo piores dias que podem chegar mais cedo que tarde!

    Ou me engano (oxalá) e tudo será ao contrário do que penso e escrevi ou o melhor mesmo será chamar de novo os portugueses a votar e pôr ordem nesta “desordem” para que Portugal avance como precisa e muito!

    Por favor, por Portugal, haja sentido de estado e responsabilidade de todos os que elegemos!

    Por Fafe Sempre -José Ribeiro

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