A polémica estalou quando, em março de 2021, a Junta de Freguesia (na altura liderada por Isaura Nogueira) e a Assembleia de Freguesia de Antime decidiram vender o edifício onde outrora funcionou a escola primária da Carioca, no lugar do Bairro, pelo valor mínimo de 143 mil euros. Tratava-se de um edifício que tinha sido vendido à junta pelo município pelo valor simbólico de 500 euros, para fins sociais, mas a junta queria desfazer-se dele por se tratar de “um edifício antigo, sem aproveitamento possível” justificava, na altura, a autarca. “É um edifício onde só a pedra é que se poderá aproveitar, não tem mais nada. É todo feito por madeira, por dentro, e está todo velho, não tem utilidade nenhuma”, afirmou Isaura Nogueira.
Dois anos depois, a Escola da Carioca tem uma nova vida. Foi reconstruída, pelo atual autarca, Marco Ribeiro, que desde o início se posicionou contra a venda e demolição do edifício, agora transformado num centro de convívio, com diferentes oficinas de trabalho e música, acolhendo também um conjunto de salas multiusos, que passam a estar ao dispor da comunidade. “Nós queríamos muito este edifício porque era o único edifício público que estava perto da população desta zona da freguesia de Antime. Depois surgiu a ideia de transferirmos o centro de convívio pra este local, e ter outras atividades”, disse ao NF. “As pessoas eram contra a venda deste edifício porque têm aqui muitas histórias, e memórias, e isso afetava-as bastante”, lembrou. “Tentamos manter a traça que existia, melhorando-o, e as pessoas ficaram felizes”.



