O concelho de Fafe vai terminar o ano de 2023 em lugar de destaque na lista nacional do número de incêndios. O período crítico já foi ultrapassado e, até 15 de agosto, Fafe surge no nono lugar dos concelhos com maior número de incêndios no país, com um total de 113. Ainda assim, Fafe tem menos 100 que o concelho que este ano foi mais fustigado com ocorrências, Ponte da Barca, com 213. O território fafense é o primeiro do distrito e da sub-região do Ave nesta lista. Ponte da Barca lidera com 213; Paredes, 170; Vila Nova de Gaia, 149; Penafiel, 133; Gondomar, 133; Amarante, 133; Lousada, 128; Montalegre, 117 e Fafe 113. Fafe não aparece na listagem dos 20 maiores incêndios do ano, liderada pelo concelho de Odemira.
Na área ardida, Fafe surge a fechar os primeiros 20, com 388 hectares, numa lista também liderada por Odemira com 5581 hectares. Estes números estão plasmados no habitual relatório do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas que retrata o período de 1 de janeiro a 15 de outubro.
Neste relatório, o ICNF refere os 7635 incêndios rurais verificados no ano de 2023, sendo que 6498 foram investigados e têm o processo de averiguação de causas concluído, 85% do número total de incêndios, responsáveis por 94% da área total ardida. Destes, a investigação permitiu a atribuição de uma causa para 4519 incêndios 70% dos incêndios investigados, responsáveis por 67% da área total ardida.
As causas mais frequentes em 2023 são incendiarismo – imputáveis (28%) e queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (16%). Conjuntamente, as várias tipologias de queimas e queimadas representam 39% do total das causas apuradas. Os reacendimentos representam 5% do total das causas apuradas, um valor inferior face à média dos 10 anos anteriores (13%).



