Sérgio Ribeiro e a ex-mulher Soraia Ribeiro continuam a batalha judicial para evitarem as penas a que já foram condenados. O militar da GNR foi condenado a 13 anos de prisão e a candidata a juiz a 4 anos e meio de pena suspensa, e ambos condenados a devolver 402 mil euros no total. A condenação foi há um ano mas o casal recorreu para o Tribunal da Relação de Guimarães. Em suma, Sérgio Ribeiro pede a repetição do julgamento enquanto Soraia aponta uma inconstitucionalidade para evitar o pagamento dos 402 mil euros. Pelo facto deste processo está em fase de recurso, Sérgio Ribeiro voltou ao trabalho na GNR.
Recorde-se que o GNR do posto de Fafe, natural de Mondim de Basto, foi condenado por liderar um esquema de burlas, que incluía a esposa e os pais, e que terão originado dividendos de mais de 400 mil euros. Dinheiro que, provou o tribunal, era pedido pelos pais à população idosa dos concelhos de Mondim e de Celorico de Basto, essencialmente, e que permitia ao filho e à nora, levar uma vida de luxo que, faustosamente, demonstravam nas redes sociais. O coletivo de juízes do Tribunal de Guimarães atribuiu a pena de 13 anos de cadeia, em cúmulo jurídico, por dezenas de crimes de instigação de burla qualificada e por branqueamento de capitais. Sérgio Ribeiro ficou também proibido de exercer funções de GNR por um período de cinco anos.
O pai de Sérgio Ribeiro, ex-motorista de autocarros, foi condenado a 10 anos de prisão, por diversas burlas e branqueamento. A mãe de Sérgio foi condenada a uma pena de cinco anos por coautoria em algumas burlas com o marido, e a fafense Soraia Ribeiro, esposa do GNR, uma pena de quatro anos e meio pelo crime de branqueamento, ambas as penas suspensas na sua execução por igual período. Soraia Ribeiro, candidata a juíza poderá ver a sua carreira prejudicada por esta pena ao perder a idoneidade para exercer cargos na administração da Justiça.
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