Dois dos homens brasileiros que estavam acusados das agressões a um jovem fafense, à porta de uma discoteca na Zona Industrial do Socorro, foram condenados a penas de prisão efetiva, um a sete anos e meio e outro a oito anos e sete meses. Na leitura do acórdão, no Tribunal de Guimarães, a presidente do coletivo de juízes falou em criminalidade muito grave, em violência bárbara, insensível e cruel, de atrocidade brutal, com alarme e repudio sociais enormes. “Há dois grupos, há alguma coisa que se passou dentro da discoteca, há algo que espoletou o que se passou lá fora e que foi desproporcional e de uma violência bárbara. As imagens falam por si. É de uma violência, de uma atrocidade brutal. Há um desvalor pela vida”, destacou a juiz Marlene Rodrigues.
Inicialmente, o processo contava com seis arguidos, cinco homens e uma mulher, com idades entre os 20 e os 36 anos, todos de nacionalidade brasileira, mas na primeira audiência o tribunal separou três dos arguidos: um porque ainda estava foragido, a mulher e um homem porque não compareceram em tribunal e encontram-se em parte incerta. Ao terceiro arguido, o tribunal decidiu pela sua absolvição, pois ficou “com dúvidas” sobre a sua intervenção nas agressões. A juíza presidente deu conta que as jovens que faziam parte do grupo da vítima começaram a ser agredidas no exterior da discoteca, quando um outro jovem foi em sua defesa e os arguidos “partem para cima deles”. “Arrasaram as pessoas todas, especialmente o senhor Rui Mendes [vítima] “, afirmou a presidente do coletivo de juízes. A vítima, segundo o tribunal, “tem dificuldades em falar e será submetido a outra cirurgia”.
A um dos arguidos, o Tribunal de Guimarães aplicou ainda a pena acessória de expulsão do país. Os dois arguidos vão continuar em prisão preventiva.



